A presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais, confirmou hoje que o luso-brasileiro que morreu na queda de um avião das Linhas Aéreas Moçambicanas (LAM) no norte da Namíbia é oriundo do concelho.

«É um amigo e empresário aqui do concelho de cuja morte já fomos informados, mas estamos a tentar obter mais alguma informação de fontes oficiais», disse à Lusa a presidente da câmara de Rio Maior, Isaura Morais.

A autarca confirmou ter tido conhecimento da morte de Sérgio Soveral «através da família» e que a irmã do empresário no setor da camionagem se encontra em Moçambique, onde o mesmo possui uma empresa.

Sérgio Soveral era administrador da Joluso, com sede em Rio Maior e sucursais em Angola e Moçambique.

A empresa foi fundada em 1986 por José Luis Soveral e opera na área dos transportes de mercadorias.

Faz parte do Grupo Joluso, que integra igualmente a José Luis Soveral ¿ Industria e Serviços Lda, fundada em Luanda, por Sérgio Soveral, em 2006.

Na sexta-feira, o voo 470 da LAM despenhou-se sexta-feira no Parque Nacional de Bwabwata, no norte na Namíbia, durante um temporal que assolava a região.

Os destroços, carbonizados, só foram detetados já hoje por avião e as autoridades namibianas já mandaram para a zona meios para averiguar as causas do acidente.

No avião, seguiam 33 pessoas, 27 passageiros e seis tripulantes. A LAM refere que seguiam dez moçambicanos, nove angolanos, cinco portugueses, um francês, um brasileiro e um chinês.

Sérgio Soveral terá dupla nacionalidade, pelo que as autoridades portuguesas contabilizam-no como uma sexta vítima mortal nacional.

Entretanto, foi decidida a criação de uma comissão de inquérito moçambicana do acidente, que contará com elementos da transportadora aérea e do Ministério dos Transportes e Comunicação, e outra internacional liderada pela Namíbia.

A comissão internacional contará com peritos da Namíbia (onde caiu o avião), Moçambique (de onde era a companhia) e Brasil (país de onde é o fabricante, a Embraer).