O mau tempo da passada semana provocou estragos na primeira lagoa artificial na ilha do Corvo, nos Açores, estimados em mais de 100 mil euros, disse o presidente da autarquia, que vai solicitar apoios ao executivo açoriano.

«A primeira lagoa artificial já tinha sofrido estragos em outubro do ano passado. Mas desta vez a destruição foi maior e temos dois terços da impermeabilização completamente destruída. São prejuízos num valor, se calhar, superior aos 100 mil euros», disse José Silva, em declarações à Lusa.

Na quarta-feira da passada semana, as ilhas das Flores e Corvo estiveram sob aviso vermelho, o mais grave de uma escala de quatro, por causa do vento forte.

Segundo o autarca do Corvo, o abastecimento de água «está assegurado», porque foi inaugurada no final do verão de 2013 a segunda lagoa artificial que «tem o dobro da capacidade», mas a intervenção na primeira lagoa «terá de ser feita o quanto antes», alertando que «um novo agravamento do tempo pode ainda causar mais estragos».

José Silva disse que será «incomportável para a câmara [de Vila do Corvo] criar uma nova empreitada para a recuperação do que foi danificado» pelo vento, pois «condicionaria sobremaneira» o orçamento da autarquia, e disse que pretende «agendar uma reunião com os secretários regionais do Turismo e Transportes e dos Recursos Naturais para que seja possível chegar a consensos».

«A câmara sempre foi a maior entidade empregadora da ilha e parte do bolo do orçamento é para despesas com pessoal», disse, acrescentando que a autarquia já «tinha assumido o compromisso e a empreitada de recuperação de primeira fase dos primeiros estragos da lagoa» e o início dos trabalhos só estavam a aguardar por melhoria do tempo.

Os ventos fortes provocaram também «estragos na vedação do Centro de Resíduos» do Corvo e «a cobertura foi completamente arrancada», segundo José Silva, indicando ainda que «na zona da Reserva Natural a vedação sofreu estragos consideráveis».