As medidas de coação aos 11 detidos na Operação Labirinto, relacionada com a atribuição de vistos gold, serão aplicadas na terça-feira, disse esta segunda-feira fonte judicial.

Vistos gold: audição dos últimos dois detidos adiado para quinta-feira

A mesma fonte precisou que os advogados dos detidos - entre os quais o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Paulos, e o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo - foram convocados para estarem presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal a partir das 09:00 de terça-feira.

Após a conclusão das inquirições, o Ministério Público vai propor as medidas de coação - a mais agravada é a prisão preventiva - e a defesa dos detidos na quinta-feira, na Operação Labirinto, poderá apresentar resposta.

Ao juiz Carlos Alexandre caberá a palavra final sobre as medidas de coação a aplicar aos 11 detidos, estando prevista a divulgação em nota do tribunal.

Entre as 15:00 e as 18:00 esteve ouvido o empresário Jaime Couto Alves, suspeito de ligação a António Figueiredo.

Quanto à inquirição a António Figueiredo, que começou por volta das 18:00, desconhece-se se fica concluída hoje.

Entre os detidos encontram-se também a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, ouvida na manhã de hoje, e três cidadãos chineses.

Sob os suspeitos recaem suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato.

O caso provocou já a demissão de Miguel Macedo do cargo de ministro da Administração Interna, no domingo, por considerar que não tinha condições políticas para se manter no cargo, com o envolvimento de pessoas que lhe são próximas, nas investigações da Operação Labirinto.

O programa de atribuição de vistos ‘gold’ foi criado em 2013 e prevê a emissão de autorizações de residência para estrangeiros, oriundos de fora do espaço Schengen, que façam investimentos em Portugal, por um período mínimo de cinco anos.