Os seis suspeitos de pertencerem a uma rede de tráfico de seres humanos para prostituição, na cidade da Lixa, concelho de Felgueiras, vão aguardar julgamento em liberdade ficando sujeitos a termo de identidade e residência.
 
Os arguidos - entre os quais se contam três irmãos (dois dos quais ex-militares de tropas especiais) e duas mulheres estrangeiras «que angariavam concidadãs para a prática da prostituição no bordel do grupo» - estavam indiciados pela «prática dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais», segundo uma nota do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
 
Na nota enviada à comunicação social, o SEF escrevia que o grupo operava num bordel da cidade da Lixa, onde explorava cerca de 20 mulheres estrangeiras, que em «apartamentos adjacentes a um espaço de diversão noturna (…), se dedicavam à prática da prostituição». 
 
Apesar de o Ministério Público acreditar que havia indícios suficientes para o grupo ser acusado de todos estes crimes, o tribunal acabou por deixar cair os crimes mais graves, mantendo apenas os de lenocínio e posse de arma proibida. 

Cinco dos arguidos ficam proibidos de utilizar armas e munições, contactar com clientes e com qualquer das mulheres que trabalhavam no bordel. Três ficam ainda obrigados a apresentação semanal às autoridades, e um a apresentações bissemanais.
 
Os suspeitos foram ouvidos durante toda a tarde, até perto das 23 horas, no Tribunal de Marco de Canaveses.