O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa decretou hoje a prisão preventiva de três dos dez homens detidos pela GNR, suspeitos de pertencerem a um «grupo organizado» que se dedicava ao furto de máquinas de tabaco em lojas.

Os suspeitos, com idades entre os 25 e os 47 anos, foram detidos na madrugada de segunda-feira em Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira, durante uma operação da GNR, por alegadamente fazerem parte de «uma organização criminosa», sendo que a maioria dos elementos do grupo tinha antecedentes criminais por roubo de transporte de tabaco.

«Um dos detidos, que estava evadido do Estabelecimento Prisional de Leiria, recolheu à prisão para cumprir a pena, após a qual irá responder por estes factos, ficando este processo com nove arguidos: três ficaram em prisão preventiva e os restantes seis saíram em liberdade com apresentações periódicas», explicou à agência Lusa fonte judicial.

Os nove arguidos foram presentes durante o dia de hoje a primeiro interrogatório judicial no TIC de Lisboa, para aplicação das medidas de coação.

Segundo a mesma fonte judicial, não terá ficado provada a existência de uma «associação criminosa», razão pela qual o juiz de instrução criminal apenas aplicou a prisão preventiva a três dos nove arguidos.

A GNR adiantou, em comunicado divulgado na segunda-feira que, no decorrer da operação, foram apreendidos 249 maços de tabaco, 4.173 euros em dinheiro, 13 telemóveis, um veículo e diversas ferramentas utilizadas no arrombamento dos estabelecimentos comerciais.

Os elementos do grupo terão furtado veículos ligeiros de transporte de mercadorias, para se deslocarem a cafés e restaurantes, onde arrombavam as portas e retiravam do interior as máquinas de venda de tabaco, brindes e caixas registadoras, explicou a GNR.

Aquela força de segurança acrescentou que, após os assaltos, os veículos furtados e as máquinas eram «totalmente destruídos» e o tabaco era levado para as áreas de residência onde era escoado no mercado local.

O capitão Manuel Lage, da GNR, disse à Lusa, na segunda-feira, que o grupo realizou «dezenas de assaltos» em Loures, Vila Franca de Xira e Lisboa.

A operação, que culminou com a detenção dos dez homens, suspeitos dos crimes de associação criminosa e furto qualificado, decorreu na sequência do cumprimento a 11 mandados de detenção, dez mandados de busca domiciliária e nove mandados de busca em veículos, indicou a GR, sublinhando que a investigação durava há quatro meses.

A operação envolveu 195 militares da Unidade de Intervenção, da investigação criminal e comandos territoriais de Santarém, Lisboa, Leiria e Setúbal.