O Ministério Público (MP) pediu esta quarta-feira uma pena acima dos 20 anos de prisão para um homem acusado de ter matado a mãe com uma catana, na Lourinhã. Nas alegações finais do julgamento, a procuradora do MP pediu «uma pena não inferior a 20 anos de prisão».

Para a magistrada, «não existe a mínima dúvida de que foi o arguido que matou a mãe e lhe subtraiu os bens», qualificando os factos de «bárbaros e cobardes».

Os advogados de acusação pediram uma condenação a 25 anos de prisão, pena máxima, enquanto a defesa pediu a absolvição do arguido por todos os crimes de que está acusado: homicídio qualificado, furto qualificado e detenção de arma proibida.

Dois peritos psiquiátricos do Instituto Nacional de Medicina Legal foram ainda ouvidos hoje por videoconferência e afirmaram que o arguido tem uma personalidade com «traços de psicopatia moderada», podendo «tanto dar um beijo na boca, como dar um tiro na testa» mesmo às pessoas de quem mais gosta.

Para os peritos, devido à sua personalidade, há risco de reincidência do arguido quando for libertado.

No dia 27 de março de 2013, dentro da casa da família, o acusado, de 27 anos, terá desferido golpes de catana, por três vezes, na cabeça da mãe, de 53 anos, que se encontrava sentada ao computador, de costas.

De seguida, ter-se-á apoderado da sua carteira, de um relógio e de anéis em ouro, no valor de dois mil euros.

Depois de usar mil euros do cartão de crédito, «roubou» 2.000 euros em dinheiro, a ponto de a mãe lhe enviar uma mensagem escrita para o telemóvel a dizer que «não lhe dava nem mais um cêntimo», como consta no processo.

A mãe foi encontrada morta pelo marido no final desse dia dentro da própria casa, no Casal das Campainhas, Lourinhã.

O jovem foi detido duas semanas depois do crime pela Polícia Judiciária, sendo primeiro ouvido como testemunha e depois sido constituído arguido, por ser o principal suspeito do crime.

O pai e a única irmã pedem em tribunal uma indemnização de 350 mil euros, cada um.

O tribunal agendou para 09 de abril a leitura do acórdão.