Um ex-recluso, de 51 anos de idade, e o filho, de 20, foram  condenados esta sexta-feira pelo Tribunal da Horta, na ilha do Faial, a penas de prisão de 11 e dois anos, respetivamente, por tráfico de estupefacientes.

O tribunal da Horta revelou o acórdão do julgamento de um grupo de cinco homens considerados pela polícia, à altura da detenção de dois deles, de serem responsáveis pelo «principal ponto de distribuição de droga» na ilha do Faial.

Jorge Cunha, um dos cinco arguidos deste processo, que já tinha cumprido uma pena de prisão de dez anos pelo mesmo crime, era considerado um dos responsáveis pela introdução e venda de heroína, haxixe e liamba na ilha do Faial.

O coletivo de juízes que apreciou o processo decidiu condená-lo a uma de pena de 11 anos de cadeia pelo crime de «tráfico reincidente» e pelos crimes de «desobediência e ameaça agravadas» aos agentes da PSP.

O juiz que leu o acórdão da sentença disse, no final, que esperava não voltar a ver o arguido em tribunal, mas aconselhou-o a «ficar calado» da próxima vez que for acusado, porque sempre que fala «contradiz-se».

Jorge Cunha queixou-se, em julgamento, de ser «perseguido» pela polícia e no final da sessão aplaudiu os agentes da PSP presentes na sala de audiências, acusando-os de serem «ordinários e mentirosos».

O coletivo de juízes decidiu ainda condenar a dois anos de cadeia o filho de Jorge Cunha, que também já tinha sido julgado anteriormente pelo mesmo crime, mas que nunca tinha cumprido pena de prisão efetiva.

Dois outros arguidos neste caso, também acusados do tráfico de estupefacientes, foram condenados a cinco anos e meio e a seis anos de cadeia, respetivamente, depois de ter sido provado em tribunal o seu envolvimento no tráfico de drogas.

Um dos cinco arguidos neste julgamento acabou por ver arquivado o seu processo, por já estar a cumprir, desde janeiro deste ano, uma pena de prisão de oito anos, pelos mesmos crimes de que agora estava acusado.

«O senhor não devia estar aqui», disse o juiz no final da leitura do acórdão, dirigindo-se ao arguido que, apesar de não ter sido condenado, regressou algemado ao estabelecimento prisional da Horta.

Os advogados de defesa anunciaram, no final da leitura do acórdão, que vão recorrer, por considerarem excessivas as penas aplicadas.