O advogado José Miguel Júdice considera “excessivo” o poder detido pelos magistrados do Ministério Público. No 21ª Hora da TVI24, o advogado considerou ténue a linha entre “poder sindical e poder magistral”.
 

“Colocaria, em primeiro lugar, os procuradores. (…) O corpo dos procuradores tem, hoje em dia, um enormíssimo poder. Na minha opinião excessivo. Sou contra os poderes. Gosto pouco dos poderes”, disse José Miguel Júdice, num debate para discutir a escolha das Caras do Poder.  

 
Já João Cravinho afirmou-se “incomodado” com a escolha da Procuradora-Geral da República como a figura mais poderosa do país e justifica a escolha de figuras ligadas à Justiça com o impacto mediático de alguns casos judiciais.
 

“Acho que foi fundamentalmente o impacto mediático de alguns atos desencadeados pelo Ministério Público que está aqui colocado como poder. Estamos para saber em termos de competência e em termos de bom exercício do poder como é que funciona a Justiça. (…) Incomoda-me um bocado que se fale do Procurador-Geral ou de outro procurador qualquer com grandes competências em termos de poder”, resumiu.