Dos 14 arguidos no primeiro processo da Operação Furacão chegar a tribunal, apenas nove compareceram nesta terça-feira na Instância Central de Lisboa, dois dos quais justificaram a ausência com uma peregrinação a Santiago de Compostela, em Espanha.

A primeira sessão de julgamento serviu para identificar os arguidos e para o coletivo de juízes, presidido por Pedro Lucas, ficar a saber se pretendem pretendem prestar declarações.

O principal arguido do processo, o consultor Diogo Viana, disse que vai prestar declarações, enquanto Tiago Vaz Mascarenhas e Pedro Calisto disseram que só irão prestar declarações mais tarde.

Dos restantes arguidos, alguns não querem prestar declarações, enquanto outros pretendem fazê-lo, mas mais tarde.

O principal arguido é o consultor Diogo Viana, que criou o grupo FINATLANTIC, em 1993, na Irlanda, através do qual montou um esquema de faturação fictícia para ser utilizado pelas empresas, a troco de uma comissão.

Medicina Laboratorial, Graphicsleader, Novo Tipo Europa, Dermoteca, Intyme, Marina Mota/Produção e Comercialização de Espetáculos, Integrar, Argos Soditic e Apamilux, Iber Oleff, Miguel Pais do Amaral e sociedades conexas do grupo Media Capital e Fernando Amorim e sua sociedade Circutios e Imagem e as firmas por este angariadas Barata e Ramiro, Contra Corrente e Costa e Garcia foram empresas que aderiram ao esquema fraudulento, lesando o Estado em mais de 12 milhões de euros na cobrança de IRC, IRS e IVA, entre 2001 e 2007.

No total, os esquemas de fraude praticados pelos arguidos, segundo o Ministério Público (MP), terão causado um prejuízo ao Estado superior a 36 milhões de euros, faltando regularizar às finanças perto de 26,2 milhões de euros.

A próxima sessão de julgamento, prevista para dia 25, foi cancelada, iniciando-se a produção de prova no dia 26