Um tribunal inglês recusou a extensão do mandado de detenção europeu de João Vale e Azevedo, apurou a TVI.
 
Na prática, isto quer dizer que quando sair da cadeia, o ex-presidente do Benfica não pode voltar a ser preso para cumprir a pena de 10 anos a que foi condenado no caso das transferências dos jogadores do Benfica.
 
Portugal pode investigá-lo, julgá-lo e condená-lo, mas só o poderá voltar a prender 45 dias após estar em liberdade e nada impede que Vale e Azevedo saia de Portugal e comece tudo de novo.
 
Em junho, o Tribunal da Relação manteve a pena de 10 anos de prisão aplicada a Vale e Azevedo por apropriação indevida de mais de quatro milhões de euros do Benfica, branqueamento de capitais, abuso de confiança e falsificação de documento.


A 2 de julho de 2013, o tribunal de primeira instância condenou Vale e Azevedo a quatro anos de prisão por um crime de peculato na transferência do futebolista britânico Scott Minto.

Pelo mesmo crime, Vale e Azevedo foi condenado a cinco anos de prisão pela transferência do também britânico Gary Charles.

Foi ainda condenado a três anos por abuso de confiança no que se refere à transação dos direitos desportivos do brasileiro Amaral.

O tribunal atribuiu igualmente as penas de dois anos de prisão pela falsificação de documento na transferência de Scott Minto e de quatro anos e meio na negociação de Amaral.

No crime de branqueamento de capitais, Vale e Azevedo foi condenado a cinco anos de prisão por se ter apropriado de 500.000 libras estrelinas na transferência de Scott Minto.

Em cúmulo jurídico, o coletivo de juízes fixou a pena única de 10 anos de prisão efetiva e decidiu pedir o alargamento do pedido de extradição para Portugal.

Vale e Azevedo está a cumprir pena no Estabelecimento Prisional da Carregueira (Sintra), ao abrigo da extradição para Portugal, no âmbito do cúmulo jurídico de 11 anos e meio fixado com as condenações nos processos Ovchinnikov/Euroárea, Dantas da Cunha e Ribafria.