O Júri Nacional de Exames (JNE) defende um aumento do número de professores classificadores, lembrando que menos de sete mil docentes corrigiram as mais de 322 mil provas do ensino secundário realizadas no ano passado.

No relatório sobre o «Processo de Avaliação Externa da Aprendizagem – Provas Finais de Ciclo/Exames Nacionais 2104», o JNE alerta para problemas encontrados na bolsa de classificadores do secundário: tem poucos professores inscritos e há dados desatualizados.

No ano passado, os alunos do secundário realizaram, na primeira fase, 322.123 provas, mas «no processo de classificação dos exames finais nacionais estiveram envolvidos 6.919 docentes pertencentes à Bolsa de Classificadores», refere o documento.

O mesmo relatório informa ainda que os diretores escolares anularam, no ano passado, 53 provas nacionais a alunos por tentativa de fraude e, essencialmente, por terem levado o telemóvel para dentro da sala da prova.

No ano passado, 37 exames nacionais que estavam a ser feitos por alunos do ensino secundário foram anulados assim como outras 16 provas de estudantes do básico, diz o JNE.

No ensino básico, sublinha o JNE, não foi identificado nenhum caso de fraude, já que as 16 provas anuladas foram-no pelo facto de os alunos terem um telemóvel consigo, não havendo intenção de copiar.