Por: Redacção | 21- 9- 2011 14: 2
Júlio Resende morreu esta quarta-feira cerca das 10 horas, em Valbom, Gondomar, aos 93 anos. Estava acamado há algum tempo.
O corpo estará em câmara ardente na Igreja Paroquial de Valbom, a partir das 18 horas desta quarta-feira. O funeral realiza-se
quinta-feira, pelas 16 horas.
Vários pessoas que se cruzaram com a sua obra reagiram ao desaparecimento de um dos
mais importantes nomes da pintura portuguesa:
Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura
«Aos
93 anos, Júlio Resende legou-nos uma obra insuperável. Recordo dele às vezes o rosto, que sorria de uma forma divertida, serena
e muito ingénua às vezes. Por outro lado, recordo dele também uma coisa fundamental, uma ideia de tolerância, de abertura,
de diálogo e que se manifestou também no trajecto da sua própria pintura».
Germano Silva, jornalista e historiador
«Ele
era uma pessoa muito extrovertida, uma pessoa que vivia sobretudo para arte, que tinha uma obsessão pela arte, pela perfeição,
o que o levou à criação do Lugar do Desenho. Ele tinha imensos desenhos e, para que não se perdesse essa obsessão, criou esse
espaço».
Pintora Graça Morais
«Deixa o país mais pobre porque não teremos novas obras. Eu tinha uma grande
admiração e carinho por ele porque como professor foi sempre de uma grande delicadeza com os alunos».
Rui Mário
Gonçalves, crítico de arte
«Júlio Resende mostrou sempre a vontade de ser um artista o mais completo possível. Ele
tinha um gosto especial em levar os alunos para o exterior e colocá-los em contacto directo com as populações rurais. Foi
o pintor da sua geração que conjugou os neo-realistas e os abstractos».
Escultor José Rodrigues
«Estou
muito comovido, é como se fosse meu irmão».
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