A mulher que ficou conhecida como «viúva negra», por atuar sozinha, disfarçada e com recurso a uma arma falsa em alegados assaltos a bancos, vai ser julgada pela prática de 12 roubos na Grande Lisboa.

A primeira sessão do julgamento está agendada para as 09:30 de 24 de setembro na 1.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça. A mulher, de 44 anos, encontra-se em prisão preventiva ao abrigo deste processo desde outubro de 2012, mês em que foi detida em flagrante delito.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso, Dulce Caroço terá levado a cabo «12 roubos a dependências bancárias em Lisboa, Oeiras, Estoril, Paço de Arcos e Parede, entre abril de 2011 e outubro de 2012, tendo arrecadado cerca de 16.000 euros».

A acusação sustenta que a ex-cabeleireira - desempregada à data dos factos - agia disfarçada com um lenço na cabeça e óculos escuros e, munida de uma réplica de arma de fogo de plástico, ameaçava os funcionários dos bancos para que estes lhe entregassem o dinheiro.

A arguida foi surpreendida em flagrante delito a 31 de outubro de 2012, após um último assalto a uma dependência do Banif, na Avenida da República, em Lisboa. Na ocasião, a mulher foi perseguida e manietada por funcionários bancários, que se aperceberam de que a arma, tapada com um pano, era falsa.

As autoridades apreenderam à arguida uma reprodução de arma de fogo, uma cabeleira postiça, dois óculos de sol, uma mochila, um xaile e duas peças de roupa.

A mulher vai responder por 12 crimes de roubo qualificado.

O processo foi tutelado pelo Ministério Público da Unidade Especial Contra o Crime Especialmente Violento do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.