Um grupo de 15 pessoas, com idades entre os 33 e 59 anos, começou esta terça-feira a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, por aquisição, detenção e comercialização ilegal de armas de fogo e acessórios.

Segundo a acusação, os crimes foram cometidos entre 2010 e 2011 e os suspeitos agiam como vendedores, compradores ou meros intermediários e, quando falavam entre si, referiam-se às armas usando expressões como “carro, carrocha, carrinha, mercedes”, conforme o seu calibre, para despistar uma eventual intervenção policial.

Durante a primeira audiência de julgamento, a maioria dos arguidos preferiu não prestar declarações, outros desmentiram a prática dos crimes e uns assumiram a sua autoria.

A acusação refere que os arguidos sabiam que não podiam ter, vender, mediar a venda, doar e emprestar as armas de fogo, munições ou acessórios por não terem autorizações legais para o exercício dessa atividade.

“Agiram de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que as condutas eram proibidas por lei”, cita a Lusa.

A troca, venda ou empréstimo das armas era feita em diferentes cidades e “pontos de encontro”.

Os suspeitos, residentes em diferentes localidades do norte e centro do país, ocorrem numa pena acessória de interdição, uso e porte de armas de fogo.

O julgamento prossegue a 09 de junho, pelas 09:45.