O Tribunal de Torres Vedras inicia, esta segunda-feira, o julgamento de um homem que, em maio, terá matado um amigo, tendo de seguida despedaçado, queimado o corpo e deitado fora em diversos caixotes do lixo públicos.

O homem está acusado de um crime de homicídio qualificado, dois de profanação de cadáver, oito de burla informática e nas comunicações e de furto qualificado, de acordo com a acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve acesso.

O arguido, de 44 anos, terá aproveitado a vinda do amigo para almoçar consigo e com a sua atual companheira na sua casa em Santa Cruz, no concelho de Torres Vedas, para praticar o crime a 12 de maio de 2013.

Em causa estaria um anterior relacionamento amoroso entre a vítima, de 53 anos e residente em Loures, e a sua companheira, a quem o ofendido continuaria a efetuar telefonemas e a enviar mensagens pela Internet.

O agressor terá concretizado o homicídio com uma tesoura da poda, tendo depois desmembrado e queimado o corpo, colocando as cinzas em sacos de plástico, que veio a depositar em vários caixotes do lixo da via pública.

Depois de a sua companheira tomar conhecimento da morte, usou a viatura da vítima para se deslocarem a Odivelas, desfazendo-se, durante o percurso de ida e volta, de peças de vestuário, do calçado e do telemóvel do ofendido, que ia deitando fora pela janela.

Além da viatura, furtou também o cartão multibanco e respetivo código secreto da vítima, com o qual efetuou diversos levantamentos bancários, no valor de 1390 euros.

As imagens de videovigilância dos multibancos terão permitido à Polícia Judiciária chegar ao suspeito, que veio a ser detido quinze dias depois, ficando a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva.