Um dos dois polícias da PSP de Coimbra acusado de 16 furtos entre 2012 e 2013 na Lousã negou esta segunda-feira, no Tribunal Criminal de Coimbra, a prática dos alegados crimes.

Na primeira audiência do julgamento, o homem da Lousã, que foi agente da PSP durante 19 anos, negou os crimes de que o Ministério Público o acusou, dando explicações dos locais onde alega ter estado nos dias em que ocorreram alguns dos crimes.

Os outros dois arguidos, um polícia a residir na Lousã e um segurança de Miranda do Corvo, optaram por não prestar quaisquer declarações na primeira sessão do julgamento.

Os três homens são acusados de 16 crimes de furto qualificado em coautoria em várias moradias na Lousã, um crime de associação criminosa e furto na forma tentada.

Os dois polícias são também acusados de crime de posse de arma proibida.

Durante a primeira audiência, foram lidas as declarações do outro polícia, aquando do interrogatório, que confirmava «ter sido interveniente num conjunto de assaltos» com mais dois colegas.

Quando interrogado, o arguido referiu que o seu colega que alega inocência «iniciou a conversa» para «verem de umas casas para assaltar», fazendo reconhecimento prévio das mesmas, de modo a conhecer os hábitos das pessoas e a não causar qualquer tipo de violência.

Nos assaltos, o acusado disse que usavam «mochilas e luvas», bem como «um instrumento de metal tipo gazua», com o ouro roubado a ficar na posse do polícia que alega estar inocente, «que depois vendia o ouro».

Este polícia, que também exercia a profissão na PSP de Coimbra, foi apanhado em flagrante, por populares e pela GNR, após supostamente ter cometido um assalto a uma habitação nos arredores desta vila.

Após a detenção do indivíduo, a 14 de setembro de 2013, foram detidos os outros dois arguidos.