O Governo português condenou esta segunda-feira o atentado ocorrido no sábado no Museu Judaico, em Bruxelas, que fez quatro mortos, e manifestou a sua solidariedade para com as autoridades e os belgas, além da comunidade judaica.

Num comunicado divulgado esta segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o executivo «condena o atentado» e «apresenta as suas sinceras condolências às famílias das vítimas».

«Neste momento de pesar, o Governo português manifesta também a sua profunda solidariedade para com as autoridades e o povo belgas, bem como para com a comunidade judaica», acrescenta a nota do ministério de Rui Machete.

Um jovem belga, que trabalhava como rececionista no museu, um casal de turistas israelitas e uma francesa morreram na sequência do ataque, ocorrido às 15:50 de sábado (menos uma hora em Lisboa).

O atentado provocou choque na Bélgica, como no resto da Europa e em Israel.

A polícia belga divulgou no domingo três vídeos que mostram o atirador, com o rosto meio escondido por um boné, a tirar uma metralhadora Kalashnikov de um saco e a disparar sobre as vítimas.

No sábado, as autoridades belgas aumentaram o nível de alerta terrorista no país para quatro, numa escala de cinco, e reforçaram o nível de segurança junto à sinagoga de Bruxelas e de outros edifícios judaicos da capital belga.

Judeus de Lisboa pedem «forte condenação a atos anti-semitas»

A Comunidade Israelita de Lisboa condenou o ataque de sábado no Museu Judaico, em Bruxelas, que matou quatro pessoas, e pediu «forte condenação» da União Europeia ao que consideram um agravamento do antissemitismo na Europa.

Numa mensagem, divulgada através da sua página na rede social Facebook, a organização judaica manifesta a «sua profunda consternação e repulsa» relativamente ao ataque ocorrido no museu, considerando que teve um claro «motivo antissemita».

«Face ao recrudescimento de atos antissemitas por toda a Europa, impõem-se uma forte condenação por parte da União Europeia», defende a comunidade, considerando que o autor do ataque não pode ficar impune.

O ataque ao museu judaico de Bruxelas, que ocorreu cerca das 15:50 de sábado (14:50 em Lisboa) e que causou a morte a quatro pessoas, foi também condenado pelo Congresso Europeu Judaico (EJC, na sigla em inglês).

O líder do EJC, Moshe Kantor, sublinhou que o ataque aconteceu dois anos após a morte de quatro judeus, incluindo três crianças, na cidade francesa de Toulouse e considerou tratar-se de «um claro exemplo de onde leva o ódio e o antissemitismo».

«Os governos europeus devem enviar uma mensagem clara de tolerância zero contra qualquer manifestação de antissemitismo», sublinhou.

No ataque de sábado morreu um casal de turistas israelitas e uma francesa. Um jovem de 20 anos, rececionista no Museu Judaico da Bélgica, ficou ferido e acabaria por morrer domingo no hospital.

Na sequência do ataque, a polícia belga divulgou três vídeos que mostram um atirador, com o rosto meio escondido por um boné, a tirar uma metralhadora Kalashnikov de um saco e a disparar sobre as vítimas.

No sábado, as autoridades belgas aumentaram o nível de alerta terrorista no país para quatro, numa escala de cinco, e reforçaram o nível de segurança junto à sinagoga de Bruxelas e a outros edifícios judaicos da capital belga.