A defesa de José Sócrates disse esta à Lusa que o ex-primeiro ministro socialista vai votar no domingo “sem escolta policial”.

A mesma fonte indicou que José Sócrates “vai obviamente votar, mas sem escolta policial”, adiantando que “o juiz [do Tribunal Central de Instrução Criminal] em lado nenhum determinou que haveria lugar a escolta policial”, para domingo o acompanhar até à secção de voto, em Lisboa.

O advogado de José Sócrates afirmou que, “por questões de dignidade pessoal” e "para não condicionar o acto eleitoral", o ex-primeiro ministro jamais votaria “com escolta policial”.

“O engenheiro José Sócrates nunca aceitaria votar, como várias vezes o disse, com escolta policial por razões de dignidade pessoal e para não condicionar o ato eleitoral”.


Segundo João Araújo, José Sócrates, em prisão domiciliária desde 04 de setembro, deixou claro que “nunca aceitaria votar com escolta policial, para que o espetáculo não condicionasse o acto eleitoral".

"Essa escolta [policial] não existirá".


João Araújo adiantou que José Sócrates já informou o juiz de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, sobre as questões pertinentes relacionadas com o exercício de voto.

José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito, tendo ficado preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora.

A medida de coação foi alterada para prisão domiciliária, com vigilância policial, a 04 de setembro.