Os advogados de José Sócrates convocaram os jornalistas, esta sexta-feira à noite, para esclarecer que o antigo primeiro-ministro "não tem qualquer" ligação ao Grupo Lena. João Araújo e Pedro Delille fizeram a conferência de imprensa a pedido de José Sócrates e consideraram que a detenção de Joaquim Barroca Rodrigues serviu apenas para "manter o processo vivo". 

"Esta iniciativa do Ministério Público, tendo em conta o momento em que ocorre e o conjunto dos factos referenciados, todos eles há muito conhecidos e documentados, conduz à conclusão de que serviu sobretudo para alimentar o clima de difamação que tem marcado este processo e que, visivelmente, começava a perder alento e entusiasmo", disseram os advogados em comunicado. 

Os dois advogados reiteram que José Sócrates está preso há cinco meses e "continua sem se conhecer os factos" que justificaram essa prisão e de que é acusado. João Araújo e Pedro Delille consideram que a detenção de Joaquim Barroca Rodrigues foi um "espetáculo encenado (...) pelo Ministério Público", que "aparece assim como uma cortina de fumo, que esconde mal, definitivamente mal, o insucesso da investigação"

A conferência de imprensa serviu para garantir também que «o engenheiro Barrocas e o engenheiro Sócrates não eram pessoas que se relacionassem uma com a outra". Por isso, "pedir ao engenheiro Barrocas que não contactasse com o engenheiro Sócrates era escusado". 

Os dois advogados negaram ainda que o encontro em Nova Iorque entre José Sócrates, Joaquim Barrocas e o vice-presidente de Angola "nunca se realizou".