Os Serviços Prisionais decidiram seguir a decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal e rejeitar os pedidos de entrevista de órgãos de comunicação social ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora.

De acordo com a resposta dos Serviços Prisionais, a que a Lusa teve acesso, a direção geral solicitou parecer ao tribunal à ordem do qual Sócrates cumpre prisão preventiva e a decisão foi no sentido de rejeitar tal pedido de entrevista.

Na resposta, o tribunal diz que se opõe a «que se conceda autorização para a realização das entrevistas solicitadas (...) ao arguido José Pinto de Sousa», sem que na resposta dos serviços prisionais se perceba a justificação.

«Esta direção-geral cumpre a decisão do douto tribunal e nos termos da lei nada mais lhe compete decidir», lê-se na resposta dos serviços prisionais.


Questionado pelos jornalistas sobre a decisão dos Serviços Prisionais, de seguir a decisão do TCIC e rejeitar os pedidos de entrevista de órgãos de comunicação social ao ex-primeiro-ministro, João Araújo respondeu que «não sabia de nada».

«Estão a dar-me uma novidade», afirmou, sustentando que tal decisão é «ilegal», por «vários» motivos, sem especificar quais. Depois de confirmar a notícia, continuou, a defesa vai «reagir», sendo que, nestes casos, «reclama-se ou recorre-se».

João Araújo frisou não ter «nada a ver» com as opções de Sócrates para comunicar com o exterior, mas acrescentou: «Tenho sim a ver com a necessidade e o direto que o senhor engenheiro José Sócrates tem de comunicar livremente com o país com as pessoas, pelo meio que entender», cita a Lusa.

José Sócrates está detido preventivamente desde 25 de novembro, indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção.