A Polícia Judiciária está a investigar as obras da Parque Escolar. A notícia é avançada este fim de semana pelo semanário Expresso.

Segundo o jornal, em causa estão suspeitas de corrupção no programa de modernização das escolas lançado em 2007 pelo então primeiro-ministro socialista, José Sócrates.

A investigação, que já dura há quatro anos, quer saber se todo o dinheiro orçamentado foi de facto aplicado nas obras ou se foi usado para corromper alguém.

Nas últimas semanas, 15 escolas foram passadas a pente fino pelos inspetores da PJ.

É o caso da Secundária Passos Manuel, em Lisboa, onde a derrapagem orçamental foi maior: passou de 18 milhões de euros previstos para 23 milhões. Nesta escola foram utilizados vários materiais de luxo, entre os quais 72 unidades de equipamentos de ar condicionado topo de gama, descritos numa auditoria do Tribunal de Contas como utilizados em hotéis de cinco estrelas.

O Grupo Lena, gerido por Carlos Santos Silva, arguido o processo da Operação Marquês, fez 11 das obras da Parque Escolar.

Apesar de parte da investigação da Operação Marquês se centrar nas obras da Parque Escolar, esta investigação é um processo autónomo.