Governo cria passe escolar a metade do preço

Sócrates anunciou apoio para todas as crianças e jovens, dos 4 aos 18 anos; e o alargamento da acção social escolar de 185 mil para 400 mil estudantes

Por:    |   10 de Julho de 2008 às 16:24
«Não é apenas na habitação que devemos e queremos apoiar as famílias, por causa dos novos encargos com que elas hoje se confrontam», anunciou o primeiro-ministro, no debate do Estado da Nação, esta quinta-feira no Parlamento.

«O terceiro choque petrolífero, que vivemos, tem óbvias implicações no custo dos transportes. O preço do petróleo não depende de Portugal. Mas Portugal deve e está a responder, com investimento nas energias renováveis (...) e com o incentivo à utilização dos transportes colectivos». Depois de ter já decidido «o congelamento do preço de todos os tipos de passes e assinaturas», José Sócrates anunciou esta quinta-feira a criação de «um novo passe para os transportes públicos urbanos: o passe escolar».

Segundo explicou o primeiro-ministro «o passe escolar destina-se a todas as crianças e jovens, dos 4 aos 18 anos, e garante a redução para metade do valor mensal da assinatura de cada tipo de transportes».

O passe L1,2,3, na área de Lisboa passará a custar metade de 52,5 euros; o passe «andante», no Porto, que já beneficia hoje de uma redução de 25 por cento para estudantes, custando-lhes 17,6 euros, passará a custar 12,45.

Assim, «um único documento permitirá agora a todas as crianças e jovens beneficiar de redução de 50 por cento no uso regular de qualquer transporte urbano».

Ainda a pensar «nas famílias», o primeiro-ministro anunciou o «alargamento da acção social escolar no ensino básico e secundário». Segundo afirmou José Sócrates, «a alteração decidida pelo Governo tem dois objectivos»: primeiro simplificar os critérios de atribuição do primeiro e segundo escalão do abono de família e alargar o número de alunos beneficiários da acção social escolar, de 185 mil para 400 mil estudantes, «com direito à totalidade dos apoios em refeições, manuais e material escolar».

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«Falsas, absurdas e infundamentadas». É assim que o ex-primeiro-ministro classifica as suspeitas de ilícitos criminais pelas quais foi detido e preso preventivamente, numa declaração por escrito enviada ao «Público» e à TSF. Diz que a sua detenção foi uma «infâmia» e a prisão preventiva uma «humilhação gratuita». Deixa, ainda, uma mensagem ao PS e termina dizendo que o processo «só agora começou»