O ministro da Defesa Nacional assistiu hoje a um exercício de prontidão da Força Aérea de combate ao ébola, registando que a «dimensão preventiva» que é necessário ter e o «máximo de condições» para minizar os riscos do vírus.

«Aqui temos uma missão preventiva. Devemos ter uma dimensão preventiva, e sabendo que o risco de propagação é grande, de acautelar e ter o máximo de condições para minizar os riscos que podem ocorrer», declarou José Pedro Aguiar-Branco.

O governante falava na Base Aérea n.º6 do Montijo, após ter assistido a um exercício que contou, por exemplo, com uma visita à aeronave preparada para esta missão, com simulação de doente a bordo, e os procedimentos seguintes de entrega do doente ao INEM.

Em seis meses, o Ébola infetou 6.553 pessoas, na maior epidemia da doença registada desde que o vírus foi descoberto em 1976 no antigo Zaire, no que é atualmente a República Democrática do Congo.

Aguiar-Branco lembrou, no caso das Forças Armadas portuguesas, que a prioridade será a «evacuação de algum militar que esteja a cumprir alguma operação em teatro de operação de risco», embora o âmbito da missão possa ser alargado.

A acompanhar o ministro estiveram, por exemplo, diversas figuras ligadas às Forças Armadas e o diretor-geral da Saúde, Francisco George.

Num outro tema, e falando aos jornalistas, Aguiar-Branco abordou a coligação internacional contra o Estado Islâmico para assegurar que as «várias vertentes» da mesma, que passarão por ações do foro «militar, humanitárias, de informação e de treino».

«É no âmbito da avaliação em concreto de uma dessas áreas que Portugal irá participar. A própria estruturação da coligação internacional em cada uma dessas áreas é que ainda não está suficientemente desenvolvida», sustentou o ministro da Defesa.