José Carriço, funcionário do Sport Lisboa e Benfica, foi detido no passado mês de julho pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, da Polícia Judiciária (PJ). A operação das autoridades, que levou à realização de buscas em instalações do clube da Luz, terminou com a apreensão de 9,5 quilos de cocaína e dois veículos de gama alta, um do Benfica, apreendidos.

A informação é avançada, esta quinta-feira, pelo Jornal de Notícias e foi confirmada pela TVI junto de fonte oficial. José Carriço é referenciado pelos investigadores como diretor do Departamento de Apoio aos jogadores. Segundo o JN, antes tinha sido motorista de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

A detenção aconteceu no passado dia 24 de julho e passou despercebida, apesar da PJ ter divulgado um comunicado, escasso em informações sobre o caso.

Questionado pelo JN, João Gabriel, diretor de comunicação do Benfica, afirmou:
 

"Trata-se de um problema de justiça com o cidadão José Carriço”


A investigação terá começado no final do ano passado e culminou com a detenção de José Carriço, quando seguia numa viatura na A1, acompanhado de outro individuo e na posse dos 9,5 kg de cocaína. Os dois foram presentes a um juiz e ficaram sujeitos à medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

Ainda segundo o JN, a operação foi denominada de Porta 18, porque era esta a porta do estádio usada pelo funcionário do Benfica, para fazer entrar cidadãos de nacionalidade colombiana que se iam encontrar consigo ao estádio do Luz, a pretexto de reuniões.

Numa nota publicada durante a tarde desta quinta-feira, o Benfica salienta que não é responsável “pela prática de atos ilícitos dos seus ex ou atuais funcionários fora das suas competências profissionais”.

O Benfica confirma que, no âmbito de um processo de investigação, “a Polícia Judiciária deteve em Sintra um ex-funcionário” e que a polícia contou desde logo com a colaboração do clube, algo que garante que continuará a acontecer.

“Foi neste enquadramento que a PJ teve acesso ao antigo espaço que o referido ex-funcionário ocupava no estádio, tendo recebido, sobre o mesmo, toda a informação solicitada”, acrescenta a nota publicada pelo Benfica.


A finalizar, o clube diz que não tolerará o que considera ser a forma “leviana, incorreta e cheia de insinuações” como a informação tem vindo a ser divulgada e que irá denunciar nos meios e locais adequados a devida compensação por aquilo que diz ser uma “reiterada violação do direito ao seu bom-nome”.

Nota de redação: por lapso, a notícia indicava no título que a droga apreendida estaria nas instalações do Sport Lisboa e Benfica. A cocaína terá sido apreendida no momento da detenção de José Carriço, num veículo, que seguia na A1. Todavia, foram realizadas diversas buscas e apreendido material em instalações do clube da Luz