José Carlos Saldanha tornou-se o rosto da luta pela cura da hepatite C. Um mês e meio depois de ter interrompido o ministro da Saúde, Paulo Macedo, na Comissão de Saúde no Parlamento e, com isso, ter conseguido os medicamentos inovadores, José Carlos Saldanha está «praticamente curado». Em entrevista à TVI, afirmou já ter começado «a sentir vida» dentro de si.
 

«Praticamente curado, porque o primeiro round está ganho. Tenho seis meses de tratamento e só no final destes seis é que poderemos cantar vitória. Mas a julgar pelos resultados tenho uma mensagem de esperança para todos os que estão à espera do tratamento e aqueles que estão a tomar. Este vírus tem os dias contados», afirmou.

 
Foram dias de desespero uma batalha contra o tempo que acabou por lhe dar uma nova oportunidade de vida.
 

«Na verdade a minha vida mudou, na verdade a minha esperança redobrou. O primeiro round está ganho, as minhas energias são outras, já comecei a sentir vi​da dentro de mim».

 
Sobre o medicamento, José Carlos Saldanha afirmou que o mesmo é «fantástico».
 

«Este medicamento é fantástico, quimicamente faz o seu serviço muito bem feito e nós conhecendo o inimigo sabemos como lutar. Eu faço a minha parte. Procuro salvaguardar e não sobrecarregar o meu fígado para levar isto a bom porto», contou, acrescentando que fez algumas mudanças, «nomeadamente a nível de alimentação, para não sobrecarregar o fígado».

 
José Carlos Saldanha afirmou ainda que «ainda» não falou, mas tenciona «falar com o ministro» e garante que «voltaria a fazer» o que fez na Comissão de Saúde no Parlamento, porque «salvou algumas vidas».
 

«Como todos se aperceberam aquilo foi um grito de revolta, simultaneamente foi o desespero, o meu instinto de sobrevivência a falar. Alguma coisa tinha de ser feita. Eu estava a dois passos de morrer, tinha assistido a várias pessoas a ficarem pelo caminho e nada se fazia e havia meia dúzia de pessoas a serem tratadas. Não fazia sentido absolutamente nenhum. Para além de que havia muita gente no corredor da morte, não era só eu».