O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, disse, esta quinta-feira, haver “vários candidatos” interessados na concessão do Oceanário de Lisboa, acrescentando que o processo está a ser “muito competitivo”.

O Governo adjudicou, por 30 anos, à sociedade Oceanário de Lisboa, a concessão das atividades de serviço público de exploração e administração daquele equipamento. Em meados de abril último, o ministro informou que o concessionário privado, que ficará com o capital da sociedade e consequentemente a gestão do Oceanário de Lisboa, será escolhido em julho.

Questionado pelos jornalistas, após a inauguração do Centro Interpretativo do Parque das Nações, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva afirmou que o processo de concessão do Oceanário está a ser bastante competitivo, mas escusou-se a revelar o número de candidatos.

“Estou a dizer que é bastante competitivo, não posso acrescentar mais sobre esta matéria. Direi que existe, felizmente, uma procura significativa por parte de várias entidades e isso é importante, porque nós não queremos só que o Oceanário faça o que já faz hoje, mas que passe a ter um papel mais importante na investigação, no desenvolvimento e na disseminação do conhecimento na área dos oceanos”, sublinhou o ministro.


Recentemente foi noticiado que a Sociedade Francisco Soares dos Santos vai criar uma Fundação para o Oceano e quer a concessão do Oceanário de Lisboa.

Confrontando com esta intenção e questionado se via com bons olhos o facto de o Oceanário ficar em mãos nacionais, o ministro escusou-se a comentar.

“Não vou fazer nenhum comentário sobre nenhum porque são vários candidatos”, respondeu Jorge Moreira da Silva.