A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) comunicou às autoridades, em devido tempo, um conjunto de suspeitas e alertas sobre possíveis irregularidades que pudessem estar a ocorrer em alguns jogos da II Liga que levaram à detenção de 15 pessoas neste sábado.

Num comunicado enviado à Agência Lusa, a FPF explica que “estes alertas e informações resultam de um sistema de monitorização e de deteção de fraudes, que foi montado e está ao serviço da FPF”.

“A Federação não publicitou a sua ação para não prejudicar qualquer investigação que fosse efetuada pelas autoridades competentes”, explicou ainda a federação.

A FPF garante ainda que “pugna pela verdade desportiva e cumpriu com as suas obrigações desportivas, regulamentares e legais”.

“Enquanto modalidade desportiva com mais expressão no país, o futebol português representa muito para Portugal, a nível interno e internacional, e não pode pactuar com comportamentos antidesportivos”, escreveu a FPF.

Agora, “a FPF fica a aguardar, com tranquilidade, o desenrolar das investigações por parte das autoridades competentes”.

No dia de hoje, a Polícia Judiciária deteve mais de uma dezena de pessoas por suspeita de "manupulação de resultados de jogos na II Liga portuguesa de futebol", com recurso ao aliciamento de jogadores.

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), neste processo investigam-se "factos suscetíveis de integrarem crimes de corrupção passiva e ativa na atividade desportiva”, envolvendo como suspeitos “dirigentes e jogadores de futebol” e outras com “ligações ao negócio das apostas desportivas”.

Os detidos são suspeitos de “manipulação de resultados de jogos da II Liga de Futebol, com recurso ao aliciamento de jogadores”, de acordo com um comunicado da PGR.

A investigação é dirigida pelo Ministério Público, o qual tem a coadjuvação da Polícia Judiciária, sendo que o “inquérito encontra-se em segredo de justiça”.