Os juízes que na segunda-feira condenaram o advogado João Marcelino Rodrigues a cinco anos e meio de prisão por abuso sexual de crianças determinaram a prisão preventiva do arguido, alegando «perigo de fuga».

Segundo revelou à Lusa fonte judicial, o coletivo de juízes do Tribunal de Grândola considerou que o advogado e antigo presidente da concelhia do PS de Grândola, que é casado com uma mulher de nacionalidade brasileira com residência no Brasil, poderia fugir do país, pelo que lhe agravaram a medida de coação para prisão preventiva.

O arguido, que até à sentença estava proibido de contactar com as vítimas, recolheu de imediato ao Estabelecimento Prisional de Setúbal.

Durante o julgamento, o tribunal deu como provado que João Marcelino Rodrigues terá praticado três crimes de abuso sexual de crianças, filhas de clientes, aproveitando-se da confiança existente dos familiares das vítimas.

Contactado pela Lusa, o advogado de defesa de João Marcelino Rodrigues escusou-se a revelar se vai recorrer da sentença do Tribunal de Grândola.

Porém, mesmo que recorra da decisão do tribunal, o arguido deverá continuar em prisão preventiva, porque o recurso não tem efeito suspensivo das medidas de coação.