Pela primeira vez, um português é lider do Comité Mundial da Organização Mundial do Movimento Escutista. João Armando Gonçalves foi eleito presidente deste comité, esta quinta-feira, na Conferência Mundial do Escutismo que decorre em Liubliana, na Eslovénia, até sexta-feira.

Em declarações à tvi24.pt, o português mostrou-se orgulhoso da nomeação e destacou o prestígio que esta representa para o país.

«É um grande orgulho mas também uma grande responsabilidade. Para o país é um grande prestígio ter um português a liderar esta organização; a imagem de Portugal acaba por sair reforçada», afirmou.



Eleito para um mandato de três anos, o escuteiro do Corpo Nacional de Escutas (CNE) vai ocupar a posição mais importante no escutismo mundial, um movimento que envolve cerca de 40 milhões de jovens em 216 países.

Membro do Comité Europeu do Escutismo, entre 2004 e 2010, e membro do Comité Mundial desde 2011, para João Armando Gonçalves a eleição surge no seguimento da sua experiência a nível nacional e internacional.

«Vem no seguimento dos cargos que tenho vindo a desempenhar ao longo dos anos, em termos nacionais e internacionais, e das capacidades que fui adquirindo ao longo da minha experiência», explicou.

O português, que é professor de Engenharia Civil no Instituto Politécnico de Coimbra, admitiu que, no início, pensava ser «difícil» chegar a este cargo.

«Trata-se de um processo complexo e no início foi difícil. Mas com o tempo percebi que havia simpatia pela minha candidatura e fui ficando confiante», afirmou.

O agora líder do Comité Mundial do escutismo adianta algumas das ideias que quer implementar neste mandato.

João Armando Gonçalves fala em «unidade», no sentido de aproximar os jovens, independentemente das «diversidades culturais e económicas, por esse mundo fora».

O português quer também reforçar a missão do escutismo e mostrar o impacto do movimento.

«É necessário ajudar os jovens a crescer, educandando-os de uma forma informal e dar visibilidade ao trabalho que desenvolvemos», explicou.

Por outro lado, João Armando Gonçalves destaca a necessidade de melhorar a organização internamente e «torná-la uma organização do século XXI», sabendo, por exemplo, «usufruir das novas tecnologias da informação».

Natural da Figueira da Foz, João Armando Gonçalves nasceu em 1963 e entrou para o escutismo com 13 anos.

Foi escuteiro e dirigente no agrupamento do CNE da Figueira da Foz e, para além de membro do Comité Europeu do Escutismo, desempenhou o cargo de Secretário Internacional do Corpo Nacional de Escutas entre 2009 e 2011. Foi eleito membro do Comité Mundial no Brasil, em 2011.