Os advogados de José Sócrates recusaram, esta segunda-feira, revelar qual a decisão do antigo primeiro-ministro sobre se aceita ou não a prisão domiciliária, com pulseira eletrónica. Pedro Delille, um dos advogados de Sócrates, limitou-se a dizer que a decisão está tomada, mas que deverá ser comunicada, em primeira mão ao juiz responsável pelo caso.
 
À saída da cadeia de Évora, onde estiveram reunidos com o cliente, um pouco antes das 18:30 desta segunda-feira, também João Araújo disse que quer primeiro informar o Ministério Público da decisão do seu cliente, antes de a tornar pública. Pressionado pelos jornalistas se ainda se teria de esperar muito tempo para conhecer a decisão, Araújo ironizou que seria “um ano e meio”.
 
A prisão domiciliária de José Sócrates, com recurso a pulseira eletrónica, foi proposta pelo Ministério Público, mas os advogados do principal arguido da Operação Marquês apressaram-se a classificar a proposta como uma humilhação.
 
Caso José Sócrates recuse o uso de pulseira eletrónica, cabe ao juiz de instrução Carlos Alexandre decidir. Ou Sócrates continua em prisão preventiva ou vai para casa, em prisão domiciliária, mas sem pulseira.