O secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, reconhece que tem sido difícil substituir os pilotos que têm saído permanentemente da Empresa de Meios Aéreos (EMA).

«Temos tido permanentes saídas» de pilotos da EMA, disse João Almeida aos deputados da comissão parlamentar de Agricultura e Mar, adiantando que esta situação tem «criado uma pressão muito grande».

João Almeida admitiu que não tem sido uma tarefa fácil substituir os pilotos que vão saindo, mas garantiu que estão asseguradas as condições para que as aeronaves da EMA possam operar durante a época crítica de incêndios florestais, entre 01 de julho e 30 de setembro.

Segundo o secretário de Estado, a EMA tem atualmente 10 pilotos.

Na comissão parlamentar, João Almeida fez ainda um ponto de situação da extinção da empresa, referindo que «a liquidação da EMA está a decorrer dentro da normalidade».

O secretário de Estado afirmou que o processo de liquidação da Empresa de Meios Aéreos estará concluído em outubro, tendo transitado para essa data porque «não fazia sentido» terminar o processo durante o período de incêndios.

Após o processo de liquidação, a gestão dos meios aéreos que integram o património da EMA passa a ser assumida pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

A EMA foi criada em 2007 e integra um dispositivo permanente de meios aéreos para o combate de incêndios florestais, vigilância de fronteiras, recuperação de sinistrados, segurança rodoviária e apoio às forças e serviços de segurança, proteção e socorro.

Questionado pelo deputado do PS Miguel Freitas sobre a inoperacionalidade dos helicópteros pesados KAMOV da EMA, o secretário de Estado afirmou que «um dos seis KAMOV não vai estar disponível durante a época de fogos».

O helicóptero em causa teve um acidente, em 2012, durante um combate a um incêndio florestal em Ourém.

Sobre o outro helicóptero KAMOV que está inoperacional desde o ano passado, João Almeida garantiu que vai estar a funcionar em julho.

Além dos seis KAMOV, a EMA dispõem ainda de três helicópteros ligeiros.