A Procuradora-Geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, admite novas ações do Ministério Público (MP) no caso Miró e considera que os quadros do pintor fazem parte de «um acervo que não deve sair do património cultural do país».

«É o que nós, em última instância vamos pretender que o tribunal decida pelos meios próprios», sublinhou a PGR, em entrevista à RTP.



Além das duas providências cautelares já interpostas, o MP pode avançar com novas ações judiciais. Joana Marques Vidal vincou que, neste processo, o MP agiu «de acordo com aquilo que considerava ser a sua obrigação» e recordou que «as providências cautelares são procedimentos jurídicos que antecedem uma ação principal».

A procuradora adiantou ainda que «atuou no âmbito das suas competências e pelo facto de haver um grupo de cidadãos que expressaram a situação», sublinhando que foi um grupo de deputados do PS, «mas podia ter sido qualquer cidadão».