O Serviço Jesuíta aos Refugiados acredita que Portugal poderá receber um número superior às 4.775 pessoas previstas pela Comissão Europeia.

André Jorge, Diretor do Serviço Jesuíta aos Refugiados, que integra a Plataforma de Apoio aos Refugiados, acredita que esse número poderá crescer ao longo do tempo, muito por causa das 4 mil famílias que as paróquias portuguesas se comprometeram a receber depois do apelo feito pelo Papa Francisco.

“Creio que quando o Senhor Cardeal Patriarca se referia a 4 mil famílias referia-se também a um processo de acolhimento ao longo do tempo e de modo a que estas condições de acolhimento e de hospitalidade das paróquias se pudesse efetivar. Este é um número adiantado que poderá ser um pouco maior do que foi avançado pela Comissão”.


A longa experiência da Igreja na ajuda a refugiados ao longo dos tempos, vai ser, na opinião de André Jorge uma enorme mais-valia neste processo.

“Já existem no terreno instituições capazes, ligadas às paróquias muitas delas, de fazer o acolhimento de famílias e portanto, é a partir dessa experiencia também que esta plataforma da sociedade civil quer e se lançou neste desafio de acolhimento a refugiados”.


O Diretor do Serviço Jesuíta aos Refugiados vê também com otimismo o acolhimento pelas instituições portuguesas e pela própria sociedade civil, de famílias completas, compostas por pai, mãe e filhos, pois acredita que as crianças são um fator de ajuda a uma mais rápida e eficaz integração.