A leitura do acórdão da sentença de Jardim Gonçalves e outros ex-gestores do BCP foi esta quinta-feira marcada para 29 de Novembro. A juíza do processo BCP tinha marcado para esta quinta-feira uma reunião com todos os arguidos e especulava-se que o acórdão poderia ser conhecido ainda hoje.

Os ex-gestores, Jorge Jardim Gonçalves, Cristopher de Beck, António Rodrigues e Filipe Pinhal, são acusados de terem, de forma concertada, manipulado o mercado e prestado dados falsos sobre as contas consolidadas. As acusações são rejeitadas pelos arguidos.

O Ministério Público (MP) pede a condenação dos ex-administradores do BCP a penas de prisão entre três e cinco anos, com pena suspensa se os arguidos pagarem multas que, no conjunto, podem somar cerca de 20 milhões de euros.

De acordo com a acusação, «o ano 2000 foi crucial na vida do BCP, que teve que fazer um ajuste financeiro de 1,3 milhões de euros», o que levou à constituição «de dezenas de offshoresfinanciadas pelo banco». A procuradora responsável pelo caso acusa os quatro ex-gestores praticaram o crime de «divulgação de informação falsa sobre liquidez e resultados fundamentais do banco entre 2000 e 2007», para «criar apetência pelas ações do BCP» nos aumentos de capital, e ocultar perdas.

Os arguidos refutam as acusações e dizem-se vítimas da «tomada de assalto» ao BCP perpetrada por um conjunto de entidades.