Jaime Giménez Arbe, conhecido por «O Solitário», queixou-se esta quinta-feira, em tribunal, de maus tratos por parte de guardas prisionais e comparou a cadeia de Monsanto a Guantánamo, noticia a Agência Lusa.

O espanhol, condenado pelo Tribunal da Figueira da Foz a sete anos e meio de prisão, pelos crimes de roubo agravado na forma tentada e detenção de armas proibidas, entre outros ilícitos, começou a ser julgado em Lisboa, esta quinta-feira. Arbe responde por dois crimes de injúria agravada alegadamente cometidos contra dois guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Monsanto, considerado de alta segurança.

Durante a sessão, «O Solitário» disse que «Monsanto é uma prisão onde não são respeitados os Direitos Humanos» e adiantou que já foi «agredido» e «perseguido» por guardas prisionais.

«Monsanto é a Guantánamo de Portugal», sublinhou, numa referência à prisão norte-americana em Cuba onde estão detidos suspeitos de terrorismo. Ao mesmo tempo, Jaime Giménez Arbe queixou-se ter sido agredido por elementos do Grupo de Intervenção da Segurança Prisional que o acompanharam às Varas Criminais, na Rua Pinheiro Chagas, em Lisboa.

A juíza avisou o arguido que em julgamento «não se pode fazer denúncias, sendo apenas possível apreciar os factos em causa», e aconselhou-o a denunciar a alegada situação à advogada.

«O Solitário» negou ter proferido palavras insultuosas aos guardas prisionais em Agosto de 2008.

Em julgamento, o espanhol afirmou também que se considera um preso político e invocou «a convenção de Genebra e de São Francisco para que sejam respeitados» os seus direitos.