O ex-autarca Isaltino Morais pediu ao Tribunal de Execução de Penas de Lisboa para cumprir metade da pena de dois anos em casa, com pulseira eletrónica, disse hoje à agência Lusa uma fonte judicial.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, condenado pelos crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal, completou oito meses de pena efetiva em finais de dezembro.

A pena aplicada a Isaltino Morais, preso no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Belas (Sintra), termina em finais de abril de 2015.

Ainda como presidente da Câmara Municipal de Oeiras, o ex-autarca foi detido a 24 de abril do ano passado, à porta da edilidade, depois de esgotados todas as possibilidades de recurso, mais de três dezenas.

Em abril deste ano, assinala-se um ano de prisão de Isaltino Morais, condição para que possa ser requerida a liberdade condicional.

Isaltino Morais foi condenado em 2009 a sete anos de prisão e à perda de mandato autárquico por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais.

A Relação decidiu condenar Isaltino Morais a dois anos de prisão, anulando as penas de perda de mandato e abuso de poder.

A 03 de agosto de 2009, o Tribunal de Oeiras condenou Isaltino Morais a uma pena de sete anos de prisão efetiva, pela prática de quatro crimes ¿ fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais.

A juíza Carla Cardador determinou ainda a perda de mandato do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, para o qual foi eleito como independente, em 2009, e o pagamento de 463 mil euros ao Estado.

O recurso de Isaltino Morais para a Relação foi decidido a 13 de julho de 2010, com os juízes desembargadores a reduzirem a pena de prisão efetiva para dois anos, a retirarem a perda de mandato e a baixarem a multa de 463 mil euros para 197 mil.