«Mahmoud El Haisan e Bouchalga Lekrim, presos políticos saarauis, foram libertados ontem, dia 24 de Fevereiro, às 18h00, em El Aaiun.


«A influência exercida pela comunidade internacional e, principalmente, pela imprensa portuguesa, que divulgaram amplamente este incidente, terá contribuído para este desfecho», lê-se.




«À chegada ao aeroporto de El Aaiun, onde ia assistir, enquanto observadora internacional, ao julgamento do jornalista da RASD TV, Mahmoud El Haisan, preso político, Isabel Lourenço foi considerada «persona non grata», agredida e levada à força para dentro do avião que a traria de volta a Casablanca», refere a organização não-governamental britânica.


À TVI a ativista contou como tudo aconteceu:

«À chegada identifiquei-me como observadora internacional e acreditada. (…) De imediato foi-me retirado o passaporte e disseram-se que era persona non grata. Que os julgamentos não eram para ter observadores», quando só um juiz é que pode impedir esse acesso.



A seguir, «pegaram em mim à força e empurraram-me em direção ao avião».


«No seguimento de toda esta pressão mediática o jornalista saauri foi libertado juntamente como seu companheiro Bouchalga Lekrim. Ambos estão nas suas casas, em liberdade condicional, ainda que o estado de saúde de Bouchalga Lekrim seja alarmante, necessitando de assistência médica urgente e difícil de obter», diz o comunicado.


«As autoridades marroquinas têm expulsado regularmente, e sem nenhuma justificação, os estrangeiros que querem visitar o Saara Ocidental para impedir que possam falar com organizações ou ativistas saarauis sobre o que se passa naquele território», denuncia a organização.