O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta quarta-feira estar convencido que os próximos anos terão de ser dedicados ao combate às desigualdades, adiantando pretender “renovar e reforçar” a parceria com as instituições do sector social.

“Estou convencido que os próximos anos terão mesmo de ser dedicados a uma aposta muito significativa no combate às desigualdades”, afirmou Passos Coelho, no Porto, na cerimónia de inauguração do novo Museu da Santa Casa da Misericórdia do Porto (MIPO).


"Estado não tem capacidade só por si”


O primeiro-ministro disse que “dentro do combate sem tréguas” que terá que ser feito às desigualdades, “torna-se ainda mais importante reforçar essa parceria com todo o setor social”, porque “o Estado não tem capacidade só por si”.

Passos Coelho sublinhou pretender “renovar e reforçar a grande parceria para futuro” entre o Estado e a Santa Casa da Misericórdia do Porto, bem como “todas as instituições de solidariedade social”.

Estas parcerias “hão de permitir, nos próximos anos, que todos, enquanto sociedade, possamos realmente executar uma obra de sociedade mais justa e que ofereça à generalidade das pessoas a expetativa de ter uma vida com mais liberdade, mas também mais condigna”, frisou o chefe do Governo.

Passos Coelho salientou que os indicadores atuais mostram uma evolução no bem-estar da sociedade, contudo, há “desafios novos”, o que obriga a investimentos constantes.

“Esse investimento hoje tem de ser contínuo, essa sociedade de conhecimento renova-se e aprofunda-se a cada dia que passa e novos desafios são, portanto, colocados à nossa frente, que obrigam as instituições a nunca descurar os aspetos que estão relacionados com a necessidade de dar a todos uma igualdade de oportunidades e de dar a todos a oportunidade de viver condignamente”, disse.

Após a inauguração, o primeiro-ministro realizou um percurso a pé de cerca de meia hora pela zona da Ribeira do Porto, acompanhado pelo autarca da cidade, o independente Rui Moreira.


Senhor Primeiro-ministro, "cuidado com a carteira"


Entre cumprimentos e poucas expressões de desagrado pela sua passagem naquela zona da cidade, como "cuidado com a carteira", o primeiro-ministro foi essencialmente fotografado ao longo de todo o percurso, de cerca de um quilómetro.

Desceu as renovadas ruas das Flores e de Sousa Viterbo, bem como a Mouzinho da Silveira, até à Casa do Infante, sob o olhar atento dos turistas e populares que por ali andavam e das dezenas de agentes da PSP, que iam cortando ruas para a comitiva passar.

Passos Coelho, que visitou a exposição sobre Emílio Biel patente na Casa do Infante, terminou o passeio a pé na avenida Gustavo Eiffel, na marginal ribeirinha, para conhecer as novas varandas sobre o Douro que foram construídas na zona da ponte Luís I no âmbito de uma empreitada da Águas do Porto.

À boleia da paragem junto à ponte, o vereador do Urbanismo da Câmara do Porto apresentou a Passos Coelho o projeto que Porto e Gaia têm para alargar a travessia inferior.