Notícia atualizada

A ERS Norte e o Conselho de Administração do Instituto Português de Oncologia do Porto desmentem que o IPO esteja a adiar cirurgias por falta de verbas e, consequente, redução do número de câmaras.

 

Num comunicado enviado às redações esta quarta-feira, as entidades esclarecem que «quando é referido que ' … o adiamento de cirurgias afeta principalmente quem sofre de cancro da mama, próstata e aparelho digestivo', categoricamente informamos que a notícia é totalmente desprovida de veracidade», explicando que «em resultado de uma taxa de ocupação de camas alta, pontualmente, tem sido necessário adiar algumas cirurgias programadas, mas, mesmo assim, logo que possível, são remarcadas ou realizadas em produção adicional, impedindo deste modo, qualquer prejuízo para os doente». 

 

No comunicado realçam que «a média, em termos de tempos de espera, nas diferentes especialidades, é da ordem de um mês e meio» e que «10 das 20 camas» passaram para a gestão da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

 

Acrescenta ainda o comunicado que a «referida Unidade Hospitalar tem vindo a apresentar uma evolução positiva e, em termos de benchmarking, considerada de excelência».

 

Esta comunicação surge na sequência de uma notícia divulgada pela RTP, que foi ouvir o presidente do Conselho de Administração do IPO Porto. A peça revelava que o IPO do Porto estava a «adiar cirurgias por falta de camas», «por causa das restrições orçamentais», afetando doentes com «tumores na mama, próstata e aparelho digestivo» e que os «responsáveis já tinham de reduzir número de camas nos cuidados paliativos para aumentar resposta às cirurgias».

 

PCP questiona adiamento de operações 

 

O grupo parlamentar do PCP apresentou esta quarta-feira no Parlamento cinco perguntas dirigidas ao ministro da Saúde sobre as notícias que dão conta de adiamentos de operações cirúrgicas a doentes no Instituto Português de Oncologia do Porto.

 

«Quantas cirurgias foram adiadas nos últimos meses por causa do número insuficiente de camas?», «quantas camas foram reduzidas nos últimos três anos?» ou «que medidas vão ser tomadas pelo Governo no sentido de ser ultrapassada a situação?» são algumas das questões.

 

O PCP considera que a situação «está fortemente associada aos problemas decorrentes do subfinanciamento crónico ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), de carência de profissionais de saúde» e, «no caso concreto do IPO, à política de redução de camas».

 

«Os sucessivos cortes de financiamento aplicados ao SNS e a não contratação de profissionais de saúde em falta empurram cada vez mais portugueses para a ´morte prematura'», lê-se ainda no requerimento.