Por: tvi24 / MM | 27- 4- 2010 12: 37
O IPO de Lisboa esclareceu, esta terça-feira, que o novo sistema de pagamento do estacionamento, que na segunda-feira motivou
críticas, está em «regime experimental» por seis meses e será ajustado, «caso se justifique». Uma dezena de ambulâncias de bombeiros voluntários estava na segunda-feira parada junto à porta principal do Instituto
Português de Oncologia (Lisboa)por causa do novo sistema de estacionamento, que obriga estas viaturas pagar ao fim
de meia hora no local.
De acordo com o folheto com as informações citado pela Lusa, está prevista a gratuitidade
do estacionamento para os regimentos de sapadores bombeiros, polícia, funcionários, Ministério da Saúde, dadores, agências
funerárias, carros camarários, fornecedores e veículos autorizados.
Bombeiros voluntários de várias corporações lembraram
à Lusa que habitualmente ficam neste local entre as 09:00 e as 17:00, porque transportam os doentes para as consultas, o que
normalmente não é feito pelos bombeiros sapadores.
Em resposta enviada hoje à Lusa, Maria do Céu Valente, do Conselho
de Administração do IPO, informou que a situação «está a ser monitorizada». O IPO «tem noção de que esta mudança causa alguns
transtornos e está atenta às críticas que têm vindo a ser apresentadas, que não deixarão de ser tomadas em devida consideração»,
acrescentou.
No entanto, a instituição tem de levar em conta «a segurança de todos quantos entram no Instituto,
pelo que não poderá haver cedências perante argumentos que não tenham este interesse superior em consideração».
A
Administração do IPO sublinhou ainda que as medidas se «fundamentam na necessidade de aumentar as garantias de segurança»,
uma vez que o estacionamento irregular «assumiu proporções preocupantes e colocava em causa eventuais operações de socorro
e mesmo o acesso de alguns doentes».
A administração do IPO lembrou que, nos simulacros de incêndio, as autoridades
responsáveis foram «unânimes em apontar o estacionamento ilegítimo como um dos principais problemas». Recordou ainda que o
IPO de Lisboa serve toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e que é «impossível no espaço disponível para
estacionamento garantir o parqueamento de todas as viaturas das associações de bombeiros voluntários». A solução encontrada
foi «permitir que todas as viaturas de transporte de doentes entrem, façam o encaminhamento dos doentes durante 30 minutos,
e depois permitam que outras viaturas com doentes possam efectuar o mesmo processo».
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