As visitas ao Panteão Nacional, que ocupa a igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, têm vindo a aumentar nos últimos anos, tendo recebido 72.226 pessoas em 2013, segundo dados da Secretaria de Estado da Cultura.

De acordo com os dados a que a agência Lusa teve acesso, a tendência das entradas no monumento tem vindo a aumentar nos últimos seis anos, havendo uma diferença de 21.296 visitantes entre 2008 e 2013.

Em 2008, o monumento recebeu 50.930 pessoas, registando 60.100 visitantes em 2009, enquanto em 2010 o número baixou para os 55.384.

Já em 2011, e em relação ao ano anterior, o número de visitas aumentou para os 56.065, subindo igualmente em 2012, ano em que acolheu 65.068 pessoas.

O escritor Aquilino Ribeiro, falecido em maio de 1963, foi a última personalidade que deu entrada no Panteão Nacional, para o qual foi trasladado em setembro de 2007. A decisão foi tomada em março de 2007, tendo o Parlamento reconhecido o valor da sua obra literária.

A fadista Amália Rodrigues, falecida em outubro de 1999, foi a primeira mulher a ter honras de Panteão Nacional, tendo a trasladação ocorrido em julho de 2001.

No Panteão Nacional, que ocupa a antiga igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, encontram-se os restos mortais dos ex-presidentes da República Manuel Arriaga, trasladado em 2004, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona, dos escritores João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro, e do general Humberto Delgado, opositor do Estado Novo.

Com a morte, no domingo, de Eusébio da Silva Ferreira, aos 71 anos, são já muitos populares e partidos políticos que defendem que o corpo do antigo jogador de futebol deve ser trasladado para o Panteão Nacional.

A lei 28/2000 prevê que as «honras do Panteão destinam-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao país, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade».

As honras podem consistir na deposição dos restos mortais no Panteão e na «afixação no Panteão Nacional da lápide alusiva" à vida e obra dos cidadãos distinguidos. A lei prevê ainda que as honras de Panteão Nacional não poderão ser concedidas "antes do decurso do prazo de um ano sobre a morte dos cidadãos distinguidos».

De acordo com os dados de 2012 da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), os monumentos mais visitados encontram-se em Lisboa: o Mosteiro dos Jerónimos, com 694.156 visitantes, seguido da Torre de Belém, com 520.061, e, em terceiro lugar, surge o Mosteiro da Batalha, com 271.912 entradas.

A lista integra também o Palácio Nacional de Mafra, como o palácio mais visitado - 235.670 entradas - e, no conjunto de museus, o Museu Nacional dos Coches lidera, com 184.105 entradas, em 2012, como apurou a Lusa.