A venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias aumentou no primeiro trimestre deste ano em quantidade e em valor, tendo representado 19% do total de vendas destes fármacos, revela um relatório da autoridade do medicamento.

Dados da Autoridade do Medicamento indicam que, entre janeiro e março deste ano, o número de embalagens de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) vendidas fora das farmácias aumentou 5,2%, comparando com o mesmo período de 2013.

No total, os 987 locais de venda de MNSRM registados venderam quase dois milhões de embalagens, ou seja, mais 96 mil do que no ano anterior.

Estes números demonstram que a venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias continua a aumentar (depois de já ter subido em 2013, face ao ano anterior).

Quanto a valores, o aumento de vendas permitiu encaixar cerca de 10 milhões de euros, mais 1,29 milhões de euros, do que no mesmo período do ano anterior, o que representa uma subida de 14,8%.

Este aumento traduz também uma subida 0,4% no índice de preços dos medicamentos.

Os distritos com maior volume de vendas são Lisboa, Porto e Setúbal, e o grupo farmacoterapêutico mais vendido é o dos analgésicos e antipiréticos, com mais de 548 embalagens vendidas (28,3% do total), no valor de mais de 1,5 milhões de euros (15% do total).

A substancia ativa com maior nível de vendas em volume foi o paracetamol, com mais de 292 embalagens vendidas (15,1% do total), e em valor foi o diclofenac, tendo rendido 634,5 mil euros (6,3% do total).