Uma pessoa morreu nas praias portuguesas entre 1 de maio e 31 de julho, menos quatro do que no mesmo período do ano passado, segundo um balanço divulgado esta sexta-feira pela Marinha.

A vítima era um homem de 28 anos que morreu por afogamento na praia do Rouxinol, na Costa da Caparica, no dia 14 de junho, às 21:30, numa zona marítima não vigiada, adianta um comunicado conjunto da Autoridade Marítima Nacional/Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), Direção-Geral da Saúde e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Nas praias marítimas e fluviais vigiadas de jurisdição marítima e nas zonas fluviais não vigiadas de jurisdição marítima não se registaram acidentes mortais neste período, adianta o comunicado conjunto, que tem como objetivo «informar e alertar o público para as questões da segurança dos banhistas» e da qualidade das águas balneares.

Neste período, foram realizadas 183 intervenções nas praias vigiadas por nadadores salvadores e 32 nas praias não concessionadas abrangidas por sistemas integrados.

Foram ainda prestadas 165 assistências de primeiros socorro e efetuadas 19 buscas com sucesso a crianças perdidas na praia.

No âmbito dos projetos da Autoridade Marítima Nacional, na vertente da responsabilidade social, foram atribuídas 28 carrinhas, através do projeto «Amarok», em parceria com um grupo automóvel, tendo sido realizados 56 salvamentos e 231 assistências de primeiros socorros.

Já no âmbito do projeto Fundação Vodafone foram atribuídas sete motos de água de salvamento marítimo, que apoiaram oito salvamentos.

Através do Projeto Fundação Vodafone motos 4x4 de assistência a banhistas, foram atribuídos 15 viaturas, que estiveram envolvidas em 16 salvamentos, 291 assistências de primeiros socorros e 23 buscas com sucesso a crianças perdidas na praia.

Foram ainda atribuídas às diversas zonas balneares, através do projeto Allianz Seguros, 380 placas de sinalização dos diversos perigos que as zonas aquáticas representam em complemento às 1.250 placas atribuídas na época balnear de 2013.

O ISN realizou 97 ações de controlo e inspeção técnica às unidades balneares concessionadas nos espaços de jurisdição marítima.

Relativamente à qualidade das águas, o comunicado refere que, em julho, nas 457 águas balneares identificadas em 2014 (351 costeiras e de transição e 106 interiores) em Portugal continental, foram verificadas nove ocorrências, que implicaram quatro desaconselhamentos e cinco interdições dos banhos.

O balanço das autoridades é positivo: «Cerca de 98% das águas balneares de Portugal continental não registaram qualquer ocorrência de desaconselhamento ou interdição da prática balnear durante o mês de julho.»

O comunicado, publicado no site da DGS, faz também o balanço das intervenções que estão a decorrer nas praias «na sequência das intempéries que ocorreram no inverno passado e que causaram danos significativos no litoral português».

Presentemente, estão em curso cerca de 15 empreitadas em praias de diversos concelhos de norte a sul do país, refere o comunicado, que salienta a ação de «alimentação artificial» das praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica, dada a sua «dimensão física e financeira».