Entre janeiro e novembro de 2013 houve 684 transplantes de órgãos em Portugal, mais 50 do que no mesmo período do ano anterior, com os transplantes cardíacos e hepáticos a aumentarem a níveis superiores a 2011.

Segundo o resumo da atividade de colheita e transplantação até final de novembro do ano passado, registaram-se mais dadores, mais órgãos colhidos e mais transplantes do que em igual período de 2012.

Comparados os 11 meses de cada um dos anos, registou-se em 2013 um aumento de 24 dadores e um crescimento de 52 órgãos colhidos, num total de 763.

De acordo com o último relatório do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), o aumento do número de transplantes cardíacos e hepáticos permitiu superar os níveis de 2011.

Ao nível cardíaco foram feitos 47 transplantes até fim de novembro de 2013, bem acima dos 28 registados no mesmo período de 2012.

Já no que se refere aos transplantes hepáticos, alcançaram os 209, quando em 2012 se tinham ficado pelos 174.

Os transplantes do pâncreas e do pulmão recuperaram para níveis semelhantes aos de 2011, enquanto os transplantes renais continuam a diminuir.

Em dezembro de 2012, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde tinha criado um grupo de trabalho para avaliar as possíveis causas para a diminuição de transplantes de órgãos em Portugal e propor medidas que alterassem a situação.

A falta de transparência e as desigualdades na atribuição de incentivos financeiros à colheita de órgãos e transplantação foi um dos motivos apontados, com o grupo de trabalho a concluir que Portugal estava «globalmente aquém da capacidade de utilização de possíveis dadores, existindo assimetrias regionais significativas».

Em 2009, Portugal tinha atingido valores máximos ao nível dos transplantes, com um total de 928 realizados. Foi a partir de 2010 que se assistiu a um decréscimo do número de dadores e sobretudo de transplantes efetuados.