Os trabalhadores da Linha Saúde 24 pararam, este sábado, o serviço e concentraram-se à porta dos centros de atendimento de Lisboa e do Porto. Sendo que o atendimento das chamadas está a ser assegurado pelos supervisores de serviço, disse à Lusa um dos funcionários.

Os funcionários iniciaram uma paralisação de 24 horas, a partir das 08:00, em protesto contra os despedimentos em curso, que consideram ser uma «retaliação clara por parte da empresa por estes trabalhadores não terem aceitado a redução salarial e exigirem um contrato de trabalho em vez do ilegal falso recibo verde».

De acordo com Tiago Pinheiro, um dos funcionários que se encontra concentrado à porta do centro de atendimento de Lisboa, o serviço da Linha Saúde 24 que costuma ser assegurado por «pelo menos 20 pessoas» tem neste momento «três a quatro supervisores», o que representa «menos de um quinto do que é normal».

O mesmo funcionário sublinhou que, nesta altura do ano, a Linha Saúde 24 recebe uma média diária de mais de três mil chamadas telefónicas.

«A linha está a ser assegurada por supervisores de serviço. Houve por parte da administração uma tentativa de que as pessoas da noite não saíssem de manhã, mas já saíram todos», afirmou. O mesmo funcionário sublinhou que os supervisores nunca fazem o serviço de atendimento de chamadas.

Tiago Pinheiro disse que nos últimos dois dias seis funcionários receberam cartas com aviso de receção de despedimento e outros esperam ainda recebê-las, uma vez que os nomes deixaram de constar das escalas de serviço.