O Serviço Nacional de Saúde solicitou aos laboratórios convencionados menos seis milhões de exames em 2012 do que em 2011, tendo a despesa do Estado nesta área diminuído 39 milhões de euros, segundo um estudo apresentado esta sexta-feira em Lisboa.

O «Estudo de caracterização do setor do diagnóstico in vitro em Portugal» foi hoje apresentado na Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), organização que promoveu a realização do mesmo.

Os autores lembram que o mercado da indústria dos Diagnósticos In Vitro (DiV) valia 239 milhões de euros em 2012, com um decréscimo de sete por cento ao ano desde 2010.

«No mesmo período, o investimento por parte da indústria, em equipamento laboratorial, reduziu 23 por cento ao an», lê-se nas conclusões do estudo a que a Lusa teve acesso.

Os autores referem que, em 2013, o mercado do DiV empregou 770 colaboradores, menos 43 do que em 2011.

Outro dado indica que, em 2012, existiam 343 laboratórios clínicos convencionados, uma redução de seis por cento ao ano desde 2008.

Nas conclusões lê-se que, de 2011 para 2012, os encargos totais do SNS com o setor convencionado decresceram 39 milhões de euros (menos 21 por cento) e o volume de análises produzidas baixou em seis milhões de testes (menos onze por cento).

«O preço unitário das análises clínicas reduziu 15 por cento no setor convencionado, entre 2010 e 2012».

Em 2012, prossegue o documento, «as principais empresas da indústria dos DiV contribuíram com 2,6 milhões de euros em IRC» e geraram cerca de 69 milhões de euros de valor acrescentado bruto (contributo para o produto interno bruto), menos um milhão de euros do que no ano anterior.

O mesmo estudo refere que, «a partir de 2009, o número médio de análises por requisição decresceu sete por cento, entre 2009 e 2012, como resultado de medidas como a contenção de custos, acompanhada por outras medidas de gestão no SNS, como a implementação de prescrição eletrónica ou a definição de objetivos ao nível das Unidades de Saúde Familiares (USF», cita a Lusa.