Sete médicos foram apanhados pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) a trabalhar em vários hospitais públicos à mesma hora, de acordo com o Diário de Notícias deste domingo.

Além dos casos de sobreposição de horários, com clínicos a entrarem numa unidade antes de terem saída da outra, há também casos de prescrições de exames no Alentejo quando o médico já estaria de serviço em Lisboa.

Segundo o diário, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) avançou com processos disciplinares aos médicos e um inquérito a verbas pagas indevidamente, como ajudas de custo de 117 mil euros em apenas sete meses.

Os casos foram detetados no litoral alentejano e envolvem médicos que trabalhavam no Algarve, Lisboa e Setúbal.