Sete pessoas ligadas à atividade médica, farmacêutica e de distribuição de medicamentos foram esta terça-feira detidas no âmbito de uma investigação a fraudes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que envolveu a realização de 24 buscas, informou a Polícia Judiciária.

Segundo a PJ, os suspeitos, com idades entre os 30 e 60 anos, foram detidos durante a operação «Prescrição de Risco», considerada de «grande envergadura» e destinada a apurar factos suscetíveis de configurar crimes de falsificação de documento, burla qualificada, corrupção e de associação criminosa.

Os detidos - seis homens e uma mulher - serão submetidos a interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

A operação foi efetuada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, no âmbito de um inquérito em curso no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estrutura do Ministério Público responsável pela investigação da criminalidade económico-financeira mais grave, organizada e complexa.

Uma das farmácias que foi hoje alvo de busca situa-se no hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à Lusa fonte policial.

Entre os detidos estão três médicos, dois farmacêuticos, um delegado de informação médica e um empresário ligado ao armazenamento de medicamentos.