A Universidade do Minho assegura «não estar em causa» a segurança na Escola de Ciências depois da explosão de outubro e diz estar a «seguir em permanência» queixas de desmaios e enjoos de funcionários para «apurar as verdadeiras causas».

Desmaios, alergias e queda de cabelo na Universidade do Minho

Em comunicado enviado esta segunda-feira à agência Lusa, a instituição adianta que após a explosão seguida de incêndio no laboratório de Química Orgânica, o edifício foi alvo de uma monitorização de qualidade do ar que «mostrou que os parâmetros em análise se apresentavam abaixo dos limites de referência».

«Foi de imediato acionado um plano de intervenção que passou pela remoção dos reagentes e produtos perigosos, bem como pela monitorização imediata da qualidade do ar em todo o edifício», esclarece a Universidade.

Segundo o texto, a referida monitorização concluiu que haver «apenas dois espaços laboratoriais onde se registaram valores superiores para o parâmetro compostos orgânicos voláteis, algo que estará associado às investigações desenvolvidas nesses locais e não ao incêndio».

Por isso, assegura a Universidade do Minho, «face a estes resultados, não está em causa a segurança das atividades desenvolvidas na Escola de Ciências».

No entanto, e perante a existência de «queixas» de funcionários que trabalham no edifício, a instituição garante que estas «merecem toda a atenção», pelo que «estão a ser seguidas em permanência no sentido de se apurarem rapidamente as verdadeiras causas».

Além disso, adianta o comunicado, «no âmbito do plano de ação em curso, já foram revistos os sistemas de ventilação e exaustão dos laboratórios».

A instituição minhota explica ainda que a Universidade do Minho «tem um Plano de Segurança Interno (PSI) que apresentou e entregou cópia na Proteção Civil e a equipa de segurança da UMinho teve formação sobre o mesmo», assim como «existe ainda uma ficha em cada laboratório com as informações mais relevantes».

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, Carlos Videira, confirmou hoje que há estudantes preocupados com os «rumores» de funcionários e alunos com episódios de desmaios, enjoos e problemas de pele.

«Tivemos contacto por parte de alguns alunos que nos disseram ter ouvido rumores de casos de desmaios, alergias e problemas de pele em funcionários e alunos que frequentam aquele edifício», disse.

No entanto, salientou, «não nos chegou nenhum relato de algum aluno afetado diretamente».

O Jornal de Notícias alude hoje, em manchete, a «desmaios, alergias e quedas de cabelo» na Universidade do Minho e refere que as causas «estão por apurar». «Pró-reitor admite existência de produto tóxico, mas há quem fale em radioatividade», acrescenta o diário.

Uma explosão ocorreu na madrugada de 26 de outubro nos laboratórios da Universidade do Minho, em Braga. Da explosão, seguida de incêndio, não registou qualquer vítima, porque, segundo fonte dos Bombeiros Sapadores de Braga, não se encontrava ninguém nas instalações na altura.