A PSP propõe o encerramento de oito esquadras de atendimento e três postos de informação de polícia (PIAP) no Porto, justificando a reorganização com o aumento de polícias no patrulhamento.

A proposta consta do projeto de reorganização do dispositivo policial nos comandos metropolitanos de Lisboa e Porto a que agência Lusa teve acesso, e que foi entregue ao Ministério da Administração Interna (MAI) pela direção nacional da PSP.

Para o Comando Metropolitano de Lisboa, é proposta a desativação de 11 esquadras e a abertura de dois serviços de atendimento partilhado e de policiamento de proximidade (SAPPP).

Segundo a proposta de reorganização, a redução de esquadras de Polícia, em Lisboa e Porto, permite redirecionar 381 polícias para funções de policiamento e promover a visibilidade policial e o combate à perceção de insegurança.

O projeto de reorganização para o Comando Metropolitano da PSP do Porto (Cometpor) propõe o encerramento das esquadras de atendimento na praça Coronel Pacheco, na rua da Boavista, no Carvalhido, no Lagarteiro, em São João de Deus, Leça da Palmeira e Areosa.

O documento aponta ainda para os encerramentos dos PIAP de Guifões, Leça do Balio e Vilar de Andorinho.

A falta de condições mínimas das instalações e o número de ocorrências quase nulas são algumas das razões apontadas para o encerramento destes esquadras e PIAP, adianta o documento, que foi concluído em outubro de 2103.

O projeto indica também que a sede da Divisão de Investigação Criminal (DIC) do Porto «deve ser transferida o mais rapidamente possível ou requalificada, por não ter condições mínimas de funcionamento», estando o edifício degradado.

Em Lisboa, o projeto propõe o encerramento das esquadras de Santa Marta, Boavista, Mouraria, Rato, Zona J de Chelas, Campolide, Horta Nova, Bairro Padre Cruz, Quinta da Cabrinha, Arroios e Santa Apolónia.

Com este plano de reorganização, a PSP aponta para uma poupança de 53.000 euros, que não terá impacto na redução da despesa pública, mas poderá ser investido na melhoria das condições de trabalho dos polícias.

A reorganização das esquadras entregue ao MAI pressupõe o diálogo prévio com os diferentes representantes autárquicos para garantir uma clara perceção dos objetivos do projeto, nomeadamente as vantagens para a visibilidade policial.